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Livros de Autores de carapeços
06Ago2016 10:41:28
Publicado por: José Pernicas Silva
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LIVROS

 

 

 

AUTORES E LIVROS DE CARAPEÇOS

 

Vamos proceder à resenha, que nos solicitaram, dos autores de Carapeços. 

Numa ordem, quanto possível cronológica, socorremo-nos apenas da memória, deixando aos mais atentos navegadores da Internet a possibilidade de relembrarem outros que  escapem. 

Os livros mais antigos deste elenco foram reproduzidos em ciclostilo, uma técnica de impressão que precedeu o uso das fotocopiadoras. Não são ainda antigas essas maquinetas antes utilizadas e, agora, transformadas em peças de museu. A propósito apraz-nos recordar que, na segunda metade do século passado, a mais primitiva e a primeira que vimos em Carapeços pertencia a Francisco da Mota Vieira, vulgo, Francisco Manica. Foi ele, também, uma das pessoas mais curiosas e interessadas na busca e recolha de notícias referentes à sua terra, como no uso das máquina de escrever, fotográficas, radiogravadores e tudo que fosse novidade. Um indivíduo curioso, interessante e inovador, que um choque traumático transformou no que hoje é.

 

 

 

 

 

                                                  

                                      "Major Rodrigues."

 

 

 

1º - F. A. F. R., criptónimo de Francisco António Ferreira Rodrigues, é o primeiro  autor de Carapeços. Escreveu - RETRATO DA VIDA - publicado em Nampula, no ano de 1967. Divulgado em ciclostilo, numa edição muito limitada para oferecer aos familiares e a um número muito restrito de amigos, diz no frontispício:

RETRATO DA VIDA – Sonhos visionários – Memórias simples já passadas – Moçambique/Nampula – 1966.

 Nascido em 1905, faleceu em Carapeços no dia 23-03-1978. É uma curiosa autobiografia que expõe a privacidade da vida dum genuíno filho de Carapeços, perfeitamente reveladora do modo de ser e do viver da sua terra.

O livro constitui a principal senão a única e mais segura fonte da história de Carapeços, da primeira metade do século XX. Sempre procurou, à sua maneira, promover a terra natal. Tem um lugar destacado em “ A Igreja de Carapeços – O templo e o povo”. E foi das pessoas que mais se empenharam na reconstrução de Carapeços, a começar pela construção da actual Residência Paroquial, nem sempre bem acompanhado e compreendido pelos que o rodeavam. Por tudo o que fez de positivo merece ser lembrado com respeito e ver honrada a sua memória.

(Sendo uma edição particular, muito pouco divulgada, todos os interessados no conhecimento da história de Carapeços devem procurá-lo junto dos familiares, os seus primeiros destinatários. Ou ver excertos do mesmo em A IGREJA DE CARAPEÇOS, acima referido, nas páginas 92 a 110)

 

 

 

 

 

 

2º - Alcino da Cunha Pereira - A IGREJA DE TAMEL, SANTA LEOCÁDIA (Barcelos) – Abril de 1984.

Após as obras de reconstrução e restauro da igreja de Santa Leocádia de Tamel, para conhecimento do trabalho realizado, foi escrito um pequeno opúsculo dactilografado, de 78 páginas, sem grandes pretensões, com a intenção de preservar a memória do passado. Eram tempos de mudança. O tempo se encarregou de lhe emprestar o interesse que hoje desperta. Trabalho fotocopiado e divulgado entre os naturais, a quem se destinava, é mais um dos documentos que ficou como subsídio para o conhecimento da história destas freguesias.

 

 

 

 

                                                       

 

                                                                Alcino Pereira

 

 

3º - A IGREJA DE CARAPEÇOS – de Alcino da Cunha Pereira, 1988, envolve o templo e o povo. O subtítulo, “Apontamentos para a sua história” resume o conteúdo e a intenção do autor.

Teve uma pequeníssima edição fotocopiada e encadernada, de 308 páginas, depois impressa com melhor qualidade. Descreve a terra, o templo e o povo. A transformação da igreja, com muito trabalho, suor e lágrimas é a história reveladora da época em que foi realizada. Uma história real, escrita com autenticidade, cheia de sol e sombras. Bem documentada, mostra as horas da mudança.

Constitui um marco e ponto de partida do evoluir de Carapeços.

Precisa, hoje, de uma leitura atenta e apaixonada, que desperta recordações vivas dos muitos que nela participaram. Mesmo lido desapaixonadamente nos poderá dar uma panorâmica da época. Encontra-se muito espalhado pela freguesia.

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

4º - OS LIMITES ENTRE CARAPEÇOS E SILVA, de A. P. – São três cadernos complementares, dos anos 1993 – 1995, com 180 páginas:

 

I    A Questão, seu óbice, notas e “dossier”,  74 páginas;

II – Complemento, 74;

III – Anexo, 42.

 

É o estudo duma questão polémica que poderá ter antecedido a elaboração do Tombo de Carapeços, de 1549, mas deixou de ter razão de ser quando este, em 14 de Agosto do sobredito ano, foi aprovado por D. Manuel de Sousa, Arcebispo e Senhor de Braga Primaz.

A querela dos limites promovida pelo actual autarca da Silva, a partir de 1973, atenta contra a identidade territorial e colectiva de Carapeços, que os leitores poderão conhecer melhor se consultarem estas notas e quando promoverem um “crosse” à volta de Carapeços, para localizarem os marcos divisórios, que garantem os limites da freguesia. Pode ser pedestre, em  ciclocrosse ou motocrosse para os jovens; autocrosse ou  “jipecrosse”, para os seniores. Uma forma de se demonstrar o valor do atletismo e da preparação física actual, pois, no “antigamente” era de chancas e tamancos que os veteranos, d'hoje, carregando pesadas ferramentas agrícolas, percorriam todos os recantos de Carapeços.

Apresentamos esta sugestão como proposta aliciante aos atletas e a quantos gostem de conhecer Carapeços, que poderia ser apoiada pela autarquia.

 

 

 

 

 

Cadernos culturais:

 

5º - A  PROCISSÃO DOS PASSOS DE CARAPEÇOS E AS ENDOENÇAS, de A. P. - 1997.

Conscientes do interesse e importância alcançada pelas Procissões dos Passos, restauradas no dia 14 de Março de 1982, na paróquia de Carapeços e promovidas pelo saudoso Padre Olavo Teixeira Martins, da Congregação do Espírito Santo, verificamos, no princípio de 1997, que a mor parte das pessoas já não conseguiam quantificar nem periodizar os eventos.

Pareceu-nos necessário fazer um breve estudo sobre as procissões e a palavra “endoenças” que, neste ano (2006), voltou a aparecer em alguns programas festivos, nomeadamente na cidade de Barcelos, relacionados com a Paixão do Senhor.

São notas religioso-culturais, para promoção das pessoas, que se não devem ignorar.

 

 

 

 

 

6º - A IGREJA ROMÂNICA DE TAMEL SANTA LEOCÁDIA, de A. P. – 1997.

É um caderno de artigos publicados em “O Barcelense”, que vão de 6-9-1997 a 8-11-1997. Visavam despertar a atenção das pessoas para um património arqueológico ignorado, existente na freguesia e estranhamente desconhecido pelos estudiosos da região.

Parece-nos que valeu a pena. A partir da sua descoberta e valorização, muitas pessoas prestam mais apreço ao que possuem, mormente ao verificar como tem contribuído para a promoção da terra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7º - O JOGO DA BOLA DE CARAPEÇOS, de Vicente Leirós. 1997.

Dedicado pelo autor “À memória do tio Zé Mitra, seu avô e padrinho”, Vicente Leirós não pode ser outro diferente de Job Pires Tomé, da família dos Mitras.       

Job Tomé, habitualmente fora da sua terra (Carapeços e Santa Leocádia) por motivos profissionais e familiares, jamais esqueceu ou deixou de se interessar e colaborar na promoção destas freguesias. De reconhecida e grande formação musical sempre prestou singular atenção ao estudo do folclore e à etnografia da sua terra. Dedicando à investigação e ao estudo todos os momentos livres, por feitio insatisfeito e perfeccionista, pensamos, tarda em apresentar os seus trabalhos.

A partir dum relato do Jogo da Bola (ver em Retrato da Vida - págs.22-23 ) faz um estudo rigoroso do mesmo, situando-o no seu contexto local, temporal e etnográfico. Mais do que um mero toponímico, como hoje é considerado, este rico opúsculo é indispensável para um melhor conhecimento de Carapeços.

O limitadíssimo número de exemplares (quanto sabemos) espalhados pela família e alguns amigos, do tempo do jogo da bola, carece de maior divulgação. Deve encontrar-se na posse dos irmãos e desses amigos a quem os deverão pedir.

            Job Pires Tomé, neste momento - Maio de 2006 – tem entre mãos um trabalho inédito, que aguardamos com o maior interesse. Confiemos supere inteiramente a grave crise de saúde que agora (Abril de 2006) atravessa e todos possamos beneficiar desse trabalho.

 

 

 

 

    8º - POEMAS DO ZILO, Vol. I - 1998 – 94 páginas. Edição da Junta de Freguesia.

            José da Costa – o  ZILO  ou  TIO ZILO – nascido em Carapeços em 19-9-1920 é uma figura típica e popular de Carapeços. Formado na escola de Carapeços com o diploma da 4ª classe, era dotado dum espírito irrequieto e observador. As andanças da vida pela sua terra, pelo país e pelo estrangeiro, onde foi quase tudo: trolha, pedreiro, picheleiro, canalizador, vidreiro, pintor, etc. etc., completou a sua formação. Filósofo mordaz, com seus ditos cáusticos e sapienciais, autoproclamou-se poeta popular. As suas críticas e originalidades definem-lhe a simplicidade e o temperamento.

            Assis Tomé no prólogo do I volume impresso (ficou por aí) dá-nos um retrato real da pessoa. Não queremos dizer mais. Só a leitura dos seus “poemas” poderão indicar quanto valem e despertar em cada um o apreço que merece.

                                                                                                        José Costa (Zilo

 

 

 

 

 

                 Veja a grande entrevista deste autor no 

                                                                            

 

 

          

 

9º - À VOLTA DA IGREJA ROMÂNICA DE TAMEL SANTA LEOCÁDIA  de A. P. – 1998-1999.

            É outro caderno cultural, de 52 páginas, onde se recolheu nova série de artigos, publicados em “O Barcelense”, desde 25-07-1998 a 6-3-1999, com mais subsídios para uma monografia de Santa Leocádia.

            Ao verificarmos o desconhecimento e o desprezo do património local e a falta de consciência do seu interesse e valor, perante o seu abandono e a ruína iminente do que restava, foi um alerta em vista da sua defesa e preservação. Procurou-se as pessoas mais antigas e conhecedoras, despertou-se a memória de outras, fizeram-se buscas e avivou-se o interesse. Daí resultou este registo.

Valeu a pena.

A autarquia assumiu responsavelmente o seu papel e foi incansável nas diligências que fez e no apoio prestado. Acaba, nesta data (Abril de 2006), de pôr a descoberto as ruínas da Capela de São Tomé, que antes não passavam de um mero topónimo. Um trabalho realizado por peritos e alunos da Universidade do Porto, com a colaboração dos técnicos do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Barcelos. Aguardamos, agora, a elaboração do respectivo relatório, antes de procedimentos futuros.

.           Hoje Santa Leocádia é outra, aumentou a sua auto-estima, usufrui de inúmeras facilidades e atraiu a si atenção e o respeito dos vizinhos e caminhantes.

           

 

 

 

 

 

           

            10º -     AS TERRAS  DE  S. TAMEL de Alcino da Cunha Pereira –1999.

 

É mais um caderno de temas ou notas culturais destas freguesias de Carapeços e                         Santa Leocádia, consideradas as terras  altas do Tamel, publicadas n' “O Barcelense “ entre 22/5 e 31/7/1999.

Embora “As Memórias Paroquiais de Carapeços, de 1758, mencionem o Vale de Tamel e, mais tarde, José Augusto Vieira no seu “O Minho Pittoresco”, de 1887, nelas fundamentado, nos faça uma bela descrição de todas as freguesias deste vale, raramente ou nunca as víamos serem nele localizadas. Nos documentos mais antigos (Censuais e Inquirições) eram tidas por Terras de Neiva e do Arcediagado ou da Vizita do Neiva. Mais tarde a C P ao localizar a Estação de Tamel, na freguesia de Aborim, no vale do Rio Neiva, veio aumentar o equívoco e a confusão. Um verdadeiro atentado cultural porque é nas vertentes sul do Monte Tamel até ao Rio Cávado que se encontram todas (quatro ou seis) as freguesias  “Tamel” ou do vale do Rio Tamel, que expressam essa designação no próprio nome.

Inconformados, escrevemos estas notas. E foi no decorrer das buscas documentais que nos apareceu refulgente a figura de São Tamel.

 Ao estudarmos um mero topónimo surge inesperadamente um antroponímico ou, com mais propriedade, um verdadeiro hagiotopónimo. (Se para alguns leitores ou navegadores da Internet este parágrafo parecer uma “charada”, com a ajuda de qualquer dicionário a poderá resolver).

Foi baseados nestes estudos que a escola EB 2/3, de Lijó, se viu integrada no “Agrupamento do Vale do Tamel”. Uma designação mais apropriada. A luz partiu de Santa Leocádia de Tamel.

 

 

 

 

 

11º - A HISTÓRIA DE CARAPEÇOS E DE SANTA LEOCÁDIA DE TAMEL  de Alcino da Cunha Pereira – 2003 – 320 páginas.

 

Ao acrescentarmos no frontispício “Nos documentos líticos, cerâmicos e escritos” queremos dizer que este estudo vêm das mais remotas origens (dos celtas e romanos) até agora. Estudam o ontem e o hoje destas freguesias, pois “A Igreja de Carapeços” quase só respeita o tempo actual. 

Este livro, como qualquer outro, só poderá ser devidamente compreendido se for lido ou consultado (bastará, pelo menos, ver o prólogo e o índice). Completa todos os anteriores, que serviram de subsídio para a sua elaboração e explica o motivo que tem preocupado alguns leitores de verem integradas no mesmo trabalho duas paróquias autónomas e diferentes. Porque os indivíduos pouco valem quando se isolam da sociedade que os rodeia, acontece o mesmo com as paróquias que se não integram no meio que as envolve. Eis a razão.

Fica tudo dito, pois esta e todas notas supra são uma resenha que não substitui a consulta ou a leitura.

 

 

 

 

 

 

12º - PATRIMÓNIO RELIGIOSO E CIVIL DE CARAPEÇOS E DE SANTA LEOCÁDIA DE TAMEL, de Alcino da Cunha Pereira - 2005 – com 307 páginas.

 

Trata-se de um álbum-inventário histórico e biográfico referente a tudo o que escrevemos anteriormente. Privilegiámos a documentação fotográfica, aproveitando os maiores recursos da tecnologia actual, e reduzimos as notas escritas, deixando nos trabalhos anteriores uma informação mais completa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Observação:

A história como a lexicografia não se esgota com o trabalho de um só autor ou com um só livro. O nosso contributo não passa de apontamentos seguros para o futuro postos à disposição dos mais novos.

Saudamos, por isso, o livro e o novo autor de Carapeços, que se segue:

           

           

 

 

13º - Imigrantes: Uma Nova Face da Sociedade Portuguesa – Um estudo de caso no concelho de Barcelos, de Maria Bernardete Domingues Esteves Meleiro – Braga - 2004.

  

É um trabalho curricular de 324 páginas, de “Mestrado em Estudos  Europeus – da Escola de Economia e Gestão”, orientado pelo Professor Doutor Carlos Silva, da prestig

 

iada Universidade do Minho.

Honra-nos, sobremaneira, a presença da autora nas terras de Carapeços, a quem

desejamos felicidades e os maiores êxitos pessoais, familiares e profissionais.

 

 

 

 

 

 

Observação complementar:

Ao enunciarmos os autores e livros de Carapeços, que podem servir de fontes  da história destas freguesias, não devemos esquecer Teotónio da Fonseca e o Doutor Carlos Alberto Brochado de Almeida. São dois autores que, não sendo de Carapeços, trilharam os nossos caminhos e rebuscaram nos arquivos os documentos onde se baseia a nossa história:

 

 

 

 

 

a) Teotónio da Fonseca faleceu em 9 de Novembro de 1937, com sessenta e um anos. O concelho de Barcelos Aquém e Além Cávado é um clássico, onde vão beber todos os estudiosos e amantes da história das freguesias de Barcelos, até ao referido ano de 1937. Foi editado no ano de 1948 pelos seus filhos. E reproduzido em edição facsimilada,  no ano de 1987, pela Misericórdia e pela Câmara Municipal de Barcelos.

Esgotada a segunda edição (1987) torna-se fácil a sua consulta nas bibliotecas ou recorrendo aos particulares.

                                                                      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

b) Carlos Alberto Brochado de Almeida compendiou, também, em dois volumes (Norte e Sul), o Inventário Arqueológico, do concelho de Barcelos.

Constituem a sua tese de Doutoramento sobre o “Povoamento Romano do Litoral Minhoto Entre o Cávado e Minho”, defendida na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no ano de 1997 e, hoje, o estudo mais actualizado e indispensável para um mais profundo conhecimento de cada freguesia e, consequentemente, de Carapeços e Santa Leocádia de Tamel.

Os dois volumes fazem parte da Colecção Barcelos Património da Câmara Municipal de Barcelos. Abrangendo todo o concelho, não percebemos porque se não intitulou “  . . .  Entre o Este (rio) e o Minho”. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Alcino Cunha Pereira,  Autor  dos livros  2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 9º, 10º, 11º, 12º, e desta Página.

 

Carapeços, 3 de Maio de 2006



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